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| De JORNAL FOLHA ZONA SUL |
Segundo investigações policiais, mais de R$ 70 mil do esquema fraudulento da Câmara de Marília organizado pelo ex-diretor Toshitomo Egashira teriam sido lavados na conta de três assessores do então presidente Valter Cavina. São eles Manoel Rodrigues, Hélio Nunes e Elaine Ferro, que ocupavam cargos em comissão. Manoel e Elaine ainda continuam nomeados para cargos no legislativo, atuam na TV Câmara, e Nunes atualmente está na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Na conta bancária de Manoel a polícia encontrou depósitos em torno de R$ 60 mil. Em seu depoimento e à reportagem, o assessor disse que pagava contas particulares de Cavina e depois era reembolsado sem saber a origem do dinheiro. Para o delegado, Manoel deu como exemplo a compra de material de construção que teria sido usado na chácara de Cavina, pagamento feito com dez cheques e depois reembolsados. Já Elaine Ferro disse em seu depoimento que sequer sabia do depósito, cerca de pouco mais de R$ 500, que teria sido feito por Toshi e sacado no mesmo dia. Ela afirmou ainda ao Diário que tem dificuldade até em conseguir informações do banco e ficou surpresa. Hélio Nunes teria movimentado em sua conta bancária cerca de R$ 11 mil. Disse no inquérito e à reportagem que era “forçado” por Toshi a emprestar cheques para depois ser ressarcido. Afirmou ainda que não era mais assessor de Cavina em 2004. Além dos três que ocupavam cargo em comissão, ou seja sem concurso, outros servidores de carreira da Câmara teriam depósitos em suas contas bancárias. Ao todo, a lista inclui 21 nomes e todos já foram ouvidos no inquérito negando ter ciência do esquema. O diretor da Câmara, Luis Albertoni, disse ontem que o legislativo não foi notificado oficialmente do caso e por isso não poderia se manifestar. (GP)







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