domingo, março 07, 2010

Maníaco é acusado de matar nove mulheres em Belo Horizonte





A polícia mineira desconfia que o assassino confesso de seis pessoas na Grande Belo Horizonte é responsável por outras mortes, inclusive da própria filha.A cada novo depoimento, evidências de que o maníaco agia em várias cidades. As investigações começaram em Contagem, com o assassinato de cinco mulheres estupradas e estranguladas. "Nós ainda estamos estudando o grau, vamos dizer assim, entre o prazer sexual e o prazer de matar propriamente dito, já que a morte se dava por um meio cruel, ou seja, asfixia", explica o psiquiatra forense, Alan Passos. Elas moravam num raio de 1,5 quilômetro de onde Marcos Trigueiro vivia. A polícia chegou ao assassino rastreando celulares das vítimas, encontrados na casa dele e o material genético confirmou as suspeitas. "Me dá uma sensação de alívio, mas a minha filha, eu não vou ter de volta", diz a mãe de Ana Carolina, uma das vítimas, Euzana Menezes. Casado pela terceira vez e pai de cinco filhos, Marcos vivia de bicos.Um homem discreto e tímido, segundo um ex-vizinho. "Até agora não estou acreditando porque ele tratava a gente muito bem". Para a polícia, Marcos Trigueiro é um assassino frio, que planejava os crimes e que nunca demonstrou arrependimento. Com a prisão dele, as investigações revelam que o maníaco pode ser responsável pelas mortes de nove pessoas, entre elas a da própria filha, um bebê de apenas de três meses. "Ele diz que não foi ele, que pode ter certeza. Se fosse ia assumir a autoria, igual ele assumiu dos outros crimes", afirma o advogado de defesa, Rodrigo Bizzotto. "Pelo o que eu vi do laudo de necrópsia, aquilo tudo, não tem erro, não, é ele mesmo. Só que tem um conjunto probatório todo que tem que provar que é ele", explica delegado, Edson Moreira. A ficha criminal de Marcos começa em 2004, quando foi preso em flagrante depois de matar um taxista em Betim. Um mês depois, conseguiu um alvará de soltura; em 2005 voltou a ser preso e oito meses depois, fugiu. Em 2006 foi recapturado e dois anos depois conseguiu liberdade condicional. A reabertura das investigações traz esperança para os parentes. "Um alívio. Se ele realmente agora for cumpri a pena que ele tem que cumprir aí, vai fazer justiça".

Um comentário:

  1. Anônimo2:43 AM

    Seria tão bom se as pessoas tivessem consciecia, realmente, qto ao inimigo que tem na droga em geral, na sociedade e na familia do usuario.

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