![]() |
| De JORNAL FOLHA ZONA SUL |
Por:Marcos Farto
Especialista em Gestão e Normatização de Trânsito
Falar de motocicleta antigamente era sinônimo de aventura, laser ou mesmo realização pessoal. Nos dias atuais isso não mais representa exatamente o que se via antes. Com tantas mortes resultantes de acidentes, a preocupação não seria tão presente como agora. Certo é que quando um acidente de moto não mata, deixa seqüelas em sua grande maioria irreversíveis. Senão fisicamente, psicologicamente também. Fácil é jogar a culpa nos outros quando acidentes ocorrem, mas todos somos responsáveis ou co-responsáveis, seja de forma direta ou indireta. Um acidente com vítima não acontece sem que alguém tenha errado no descumprimento de alguma regra de trânsito que existe com uma única certeza: Manter a ordem e preservar VIDAS. Motociclistas nem sempre são os causadores, aliás, os números têm indicado que nos acidentes entre motocicletas e veículos, na maioria deles as motocicletas estavam corretas e o condutor do veículo foi quem deu causa ao acidente com um saldo trágico para os motociclistas e passageiros. Ressalvo que nem por isso o motociclista está coberto de razão, ao contrário, tornou-se ele escravo de uma febre de adulterações inconseqüentes com lamentáveis resultados. Digo isso porque é comum encontrar motocicletas com Guidons trocados, retrovisores diminuídos ferindo o princípio essencial de segurança com o qual foram criados e não estão ali para ficar como enfeites; trocam as lanternas traseiras que obrigatoriamente devem ser na cor VERMELHA por lanternas brancas, incolores ou âmbar adaptando uma lâmpada vermelha, descumprindo a Lei; fuçam nos escapamento comprometendo o direito de todos no quesito “SOSSEGO” sem perceberem que a poluição sonora também lhes comprometerá no passar dos anos na debilidade inconseqüente da audição por uma postura infratora da Lei e desrespeitosa a todos, principalmente àqueles que necessitam de SILÊNCIO para cuidarem de uma saúde debilitada e necessária, esquecem-se dos cidadãos da “melhor idade” com uma saúde frágil, recem-nascidos que precisam de paz para dormir, entre tantas outras situações conflitantes e desrespeitosas; adaptam sem conhecimento algum, piscas de lentes vermelhas nas laterais, o que é proibido pelo CTB. Não alongando-me muito, entre tantas outras posturas inconseqüentes desses motociclistas, a mais grave é a de Não Usarem o Capacete corretamente pois a Lei determina que a utilização do referido equipamento deva ser criteriosamente seguida e a sua não utilização correta, entre elas A VISEIRA ABAIXADA, irá incidir em uma multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, além da suspensão do direito de dirigir. Não se pode mais ficar escorado em desculpas tais como: “Todo mundo usa assim..., Ah eu não sabia..., Porque que vocês não autuam àquele outro também...” Melhor que buscar desculpas ou procurar recursos para não pagar pelo prejuízo que poderia ser investido em algo mais útil, necessário se faz cumprir a Lei, e isso serve para todos, seja para os motociclistas, seja para os veículos, enfim, serve para TODOS OS USUÁRIOS DA VIA PÚBLICA. É simples, cumpra a Lei, ou consulte um Especialista no assunto.







Nenhum comentário:
Postar um comentário
DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA