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| De JORNAL FOLHA ZONA SUL |
Amadeu de Brito anunciou renúncia por meio de nota oficial O vereador Amadeu de Brito (PR) renunciou oficialmente ao cargo no final da tarde desta quarta-feira (12) depois de uma longa batalha jurídica (condenado por prática de atos ilícitos e improbidade administrativa) que chegou até ao STF. Ele divulgou uma nota à imprensa e não quis dar entrevistas. A expectativa agora é para saber quem assume a vaga dele: Marcos Custódio (primeiro suplente da coligação) ou Wladir Buim (suplente do partido). Embora esteja nas suas mãos, tudo indica que o presidente do Legislativo, Yoshio Takaoka, vai consultar a Justiça Eleitoral antes de tomar alguma Providência. vereador Amadeu de Brito (na primeira legislatura - 1997/2000) foi acusado de, juntamente com outras duas pessoas, burlar o impedimento legal de contratar com o poder público, constituir empresa civil em nome de terceiros (em 1999) e ilegalmente participar de licitação pública municipal, sagrando-se vencedor. A referida conduta deu causa a um processo criminal pela 3ª Vara Criminal, sendo condenado por infração ao artigo 90 da Lei nº 8.666/93¹ e pelo artigo 29, caput, do Código Penal (pena de 02 anos de detenção, regime aberto, multa de 2% do valor atualizado do contrato licitado e perda do cargo público e mandato eletivo), transitado em julgado em 23/07/2009. Pela denúncia, o vereador dividiria os lucros com os outros dois sócios, ficando com 40% do total.No mandato seguinte (2001/2004), o vereador Amadeu de Brito foi condenado pelo crime de peculato, vez que, agindo em razão da função pública, juntamente com um servidor municipal, apropriou indevidamente de dinheiro da Câmara Municipal, recebendo ele a verba de R$ 400,00 (quatrocentos reais) e o motorista a de R$ 500,00 (quinhentos reais), com o objetivo de uso para viagem a São Paulo, que não foi realizada. Carta de renúncia - Nesta quarta-feira, Amadeu de Brito distribuiu uma carta de renúncia, dizendo-se vítima "de uma trama política inigualável". Acrescentou ainda que "...para não tumultuar o bom andamento do processo legislativo, nem prejudicar a população que dele tanto depende, e especialmente para não dar ensejo às interpretações oportunistas e especulativas, nesta data, por liberalidade minha, estou deixando a Edilidade mariliense com a certeza de dever cumprido e ter honrado a todos aqueles que a ela me conduziram". A disputa pela vaga de Amadeu será definida pela Justiça. Desde que houve a posse, o primeiro suplente da coligação, Marcos Custódio sempre foi considerado o "sucessor" caso houvesse trânsito em julgado da ação (pelo STF). Mas, nas últimas semanas Wladir Buim (PR) alegou que a vaga seria do partido, surgindo a polêmica.







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